Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Virou moda trafegar na contra-mão de rodovias movimentadas

Há umas semanas uma senhora que trafegava pela Imigrantes, ao perceber que não tinha dinheiro resolveu voltar para casa e não teve dúvidas: simplesmente fez o contorno e andou por 9 km na contra-mão da Imigrantes, sendo parada por uma das barreiras formadas pela polícia. Ontem um comerciante de 31 anos foi preso após ser flagrado dirigindo na contra-mão também da Imigrantes, aparentemente embriagado.

Em Birigüi um homem de 32 anos morreu porque dirigia na contra-mão da Rodovia Anhangüera, vindo a colidir com uma carreta. Em maio uma bancária foi presa por andar na pista contrária por cinco km na Avenida 23 de maio, zona sul de São Paulo, e chegou a morder um policial. Consta que ela tem "problemas emocionais".

O fato torna-se intrigante, seriam essas pessoas todas desequilibradas? Ou seria apenas espírito-de-porco, aquele que nos leva a fazer algo que sabemos que é errado? Estariam em busca de emoções fortes, como os motoristas que fazem "racha", colocando em risco a própria vida e a de outros?

Não tenho as respostas, mas parece que cada caso é um caso, porém esse comportamento deveria ser analisado mais a fundo porque se alguém resolve se suicidar, por exemplo, pode ter a brilhante idéia de andar na contra-mão, correndo o risco de provocar algo como um "suicídio coletivo involuntário", se é que se pode chamar assim.

De qualquer forma, espero que isso não se alastre e que não vire "moda", porque sem dúvida as leis existem para proteger a nossa e a vida alheia, e têm que ser respeitadas porque não só as leis, mas a vida humana também merece muito respeito.

(zailda coirano)

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